Michael Löwy e Alex Callinicos: um debate importante

A troca de opiniões entre Michael Lowy e Alex Callinicos (*) teve como ponto de partida uma resenha de Löwy do livro Theories and narratives: reflections on the philosophy of history [l]. Os dois textos foram publicados originalmente na revista Critique Communiste (França) número 149, verão (europeu) de 1997.  Embora o livro de Alex Callinicos não tenha sido publicado no Brasil, consideramos ser este um debate de grande importância. Tradução de R. Polly feita a partir da versão em espanhol publicada na revista Herramienta número 6.

Compreender (os horrores de) a história

Por Michael Löwy

Temos aqui um notável trabalho de erudição, impressionante por sua amplitude, seu rigor, a clareza de exposição e a coerência do pensamento. Não se trata de uma exposição sistemática, mas antes de um conjunto de ensaios finamente cinzelados, que abordam diferentes dimensões do debate contemporâneo sobre a teoria da história. Seu objetivo unificador constitui uma vigorosa defesa do materialismo histórico, frente a seus principais adversários ou concorrentes.

O mais conhecido deles – o que não quer dizer o mais sério – é, certamente, o célebre Fukuyama. A resposta evidente a esta estranha mescla de pseudo-hegelianismo (segundo a (des)interpretação de Kojeve), de pessimismo spengeleniano (“o fim da luta e do idealismo”) e de triunfalismo reaganiano, é mostrar a realidade política do pós-guerra fria: o retorno dos ódios nacionais fratricidas e o ascenso do fascismo; uma realidade que faz aparecer não uma visão do fim da história, mas da história como repetição sem fim de desastres, “uma catástrofe única que acumula derrota após derrota”, segundo as palavras de Walter Benjamin.

Ao contrário da maioria dos críticos de esquerda de Fukuyama, Callinicos não cai na armadilha de aceitar como um fato estabelecido o suposto “fracasso do socialismo” em 1990-1991. A recusa a considerar a URSS e a Europa do leste como “socialistas” (ele se inclina pelo conceito de “capitalismo burocrático de Estado” de Tony Cliff) lhe permite desafiar essa pseudo-evidência.

Próxima à de Fukuyama, a concepção da história mais conhecida na universidade anglo-saxônica atualmente é a do pós-estruturalismo. Callinicos nos propõe uma desconstrução radical do “relativismo irônico” pós-estruturalista representado por Lyotard e Hayden White, utilizando como ácido de prova o Holocausto. Fiel à sua filosofia da linguagem “pluralista” (quer dizer relativista), Lyotard proclama que não é possível demonstrar que os historiadores “revisionistas” que negam o genocídio (Faurisson e companhia) não respeitem “as regras cognitivas do estabelecimento da realidade histórica”:

É impossível subsumir discursos irredutíveis em um mesmo grande relato explicativo. O conflito entre Faurisson e os historiadores anti-revisionistas é um exemplo de “discrepância” entre diferentes “regimes lingüísticos” que não pode ser superado posto que “(…) já não existe mais um tipo de discurso universal que os regule”.

O comentário de Callinicos é duro, mas justo: talvez Lyotard queira que tomemos a sério seu argumento, “(…) mas é difícil imaginar como poderíamos fazê-lo.” Como pode fazer concessões aos revisionistas sobre esta questão histórica? O fato de que ignore o vasto esforço de compreensão do Holocausto (de autores como Primo Lévi, Raul Hilberg, Zigmunt Baumann, Arno Meyer) seria, segundo Callinicos “(…) um sintoma de fetiche pelas palavras e de amor por paradoxos superficiais, uma degeneração demasiado freqüente nestes dias de pós-estruturalismo.”

Contra este tipo de “confusão desesperante”, as teorias históricas marxistas e weberianas representam tentativas sérias de responder os problemas da compreensão da realidade histórica, analisando as estruturas e mecanismos de sua transformação e suas orientações. Algumas formulações de Callinicos sugerem uma afinidade com o “marxismo estruturalista” (Althusser, G.A. Cohen) e sua ênfase sufocante na “contradição entre as forças produtivas e as relações de produção”.

Mas, felizmente, se distancia desta versão empobrecida do materialismo histórico rechaçando as teses deterministas (G.A.Cohen) – na realidade, um velho lugar comum da Segunda Internacional (Plekhanov e Kautsky) -, segundo as quais “as relações de produção se explicam pelo nível das forças produtivas”. Abandonando este enfoque é possível introduzir “um elemento de contingência irredutível” no materialismo histórico: dado que o surgimento da crise do modo de produção já não está predeterminado, sobra espaço para o projeto político marxista que põe a ênfase na auto-emancipação da classe operária e na subjetividade revolucionária.

Tanto a teoria marxista quanto a weberiana discernem um sentido progressivo da história que, respectivamente, são o desenvolvimento das forças produtivas e o incremento da dominação (poder social). Este ponto de vista não implica necessariamente uma aprovação ética: para Weber a modernidade conduzia a humanidade a uma espécie de “jaula de ferro”. As principais diferenças entre Marx e Weber se situam no terreno político (o internacionalismo socialista frente ao imperialismo alemão) e na antropologia filosófica: humanismo emancipador versus pessimismo nietzscheano (a dominação como dado insuperável da natureza humana).

Callinicos propõe uma crítica sólida das teorias weberianas contemporâneas da história, que centram seus esforços na apresentação do poder ideológico ou militar como forma irredutível de dominação. Mas reconhece, modestamente, que “nada do que se diga aqui pode igualar a qualidade dos textos de Mann e Runciman, em particular o nível de conhecimento histórico de ambos”. É muito interessante a sua critica central à teoria de Mann de que o cristianismo medieval teria constituído o “quadro normativo” da ascensão do capitalismo, o que atribui a um enfoque durkheimiano – mais que weberiano – que privilegia a integração e o consenso ao conflito e a diferença, crítica que estende ao marxismo althusseriano, o qual amiúde apresenta “uma marcada familiaridade” com a sociologia durkheimiana.

A seção seguinte, consagrada à história como progresso, é interessante, mas não tão convincente. Callinicos faz uma formulação do problema que é muito perspicaz, mas a resposta que formula é ambígua. Seu ponto de partida é que a concepção marxista do progresso, em contraste com outras visões da história – Condorcet, por exemplo – é também capaz “de incluir a compreensão do horror da história”. Justamente por isto diz que o intento de Walter Benjamin de inserir na tradição marxista “uma critica do próprio conceito de progresso”, sublinhando a continuidade catastrófica da história, deve ser tomada a sério. Em todo o caso, o marxismo é uma teoria capaz de pensar a história simultaneamente como progresso e como catástrofe: segundo os termos de Frederic Jameson, Marx no Manifesto Comunista havia compreendido que “(…) o capitalismo é ao mesmo tempo a melhor coisa que ocorrera à espécie humana, e a pior”.

Mas poderia dizer-se o mesmo do artigo sobre o governo britânico na Índia (1853) na qual Marx dizia que “(…) quaisquer que tenham sido os crimes cometidos pela Inglaterra, ela foi o instrumento inconsciente da história”, por introduzir uma revolução no estado social da Ásia? A resposta de Callinicos é prudente: frente ao fato de haver tensões no pensamento de Marx, diz que algumas de suas formulações (tais como as de 1853) podem ser apresentadas como uma legitimação apologética da expansão do capitalismo ocidental enquanto vetor do progresso (como na bastante conhecida celebração “marxista” do imperialismo de Bill Warren). O momento teleológico de alguns escritos de Marx constituiu a principal base do chamado “materialismo histórico ortodoxo” da Segunda Internacional (e logo, do stalinismo), com sua convicção de que o desenvolvimento das forças produtivas – a qualquer preço – é em si positivo, porque conduz inelutavelmente ao socialismo. Uma visão da história vilipendiada com razão por E.P. Thompson: “Posto que o imperador (a história científica, que toma nota da contradição) afirma que as forças produtivas crescem…”.

Contudo, Callinicos sublinha que o marxismo dispõe de uma forte teoria do progresso, quer dizer, uma teoria que não se conforma em discernir o crescimento (o desenvolvimento das forças produtivas) na história, mas que afirma também que esse crescimento pode contribuir positivamente ao bem-estar. Em conseqüência, tenta salvar os artigos de Marx sobre a Índia, sublinhando que os mesmos não escondem os crimes da burguesia, mas que apenas insistem no fato de que o progresso, quer dizer, o crescimento das forças produtivas, deve ser saudado como fator potencial de melhora do bem-estar humano, uma potencialidade que só será plenamente realizada em um mundo socialista. Mas isto não é concluir perigosamente numa espécie de teleologia e de teodicéia hegelianas para as quais a finalidade (inelutável) explica e justifica o curso da história? Se acreditamos, com Rosa Luxemburgo, que o socialismo não é inelutável e que a crise do capitalismo pode conduzir à barbárie, se tomamos a sério (como o faz Callinicos) as advertências de Walter Benjamin de que a terminal do progresso pode ser a catástrofe, como é possível pretender que o progresso capitalista seja, em qualquer dos casos, bem vindo? A partir da idéia de que o “desenvolvimento das forças produtivas” capitalistas contém, potencialmente, tanto o “melhor” – o socialismo, a plena expansão das capacidades humanas – quanto o pior – a barbárie, o extermínio nuclear, a destruição ecológica -, Callinicos afirma que o marxismo clássico

“… herda de Hegel uma concepção dialética da história como movimento do espírito, no qual cada avanço compreende em sim mesmo um elemento de regressão”.

Mas semelhante concepção – que implica um inevitável movimento ascendente (o “espiral”)- não representa um exemplo típico de teleologia-teodicéia hegeliana, que justifica cada “regressão” como momento do “progresso” final?

A última parte do livro, “Identidade e emancipação”, apresenta uma brilhante argumentação em defesa do universalismo emancipador contra as “políticas identitárias”. A moda intelectual contemporânea – de Rorty a Laclau- denuncia qualquer universalismo (incluindo o marxismo, é claro) como um particularismo encoberto, ao tempo que o suposto radicalismo pós-moderno festeja as “políticas identitárias” – a luta separada de cada grupo oprimido – como a única e verdadeira alternativa. O problema, como Callinicos o mostra claramente, é que o particularismo dificilmente é coerente, posto que a resistência à opressão implica uma espécie de ética universal. Na ausência de um critério comum – quer dizer, universal – como distinguir os grupos realmente oprimidos dos falsos (de fato, opressores)?

Nem é necessário falar dos conflitos étnicos fratricidas em nome de “identidades” nacionais rivais. A única via para superar a falsa universalidade passa por uma autêntica universalidade, emancipadora e igualitária.

Resposta a Michael Löwy

Por Alex Callinicos

Poderia parecer grosseiro responder a uma critica tão amável e mesmo fraternal como a de Michael Löwy sobre meu livro Teorias e Narrativas. A reação ideológica internacional contra o marxismo revolucionário, e inclusive contra toda forma de pensamento socialista, é demasiado poderosa para nos permitirmos polêmicas insignificantes, tão perigosas quanto improdutivas. Contudo, as observações críticas de Michael Löwy à minha defesa do conceito de progresso histórico tocam em questões essenciais que merecem esclarecimentos.

Walter Benjamin, em suas Teses sobre a Filosofia da História, nos deixou uma critica sem igual do fatalismo histórico e da confiança plácida na vitória, que contribuiu amplamente para deixar o movimento operário sem defesa diante do fascismo. Se se compartilha, como Michael Löwy e eu mesmo, o ponto de vista de Benjamin que não crê que a revolução socialista seja inevitável, podemos continuar falando de uma noção de progresso histórico? Em meu livro, escrevi:

“As conseqüências nefastas do desenvolvimento das forças produtivas não são negadas ou justificadas (pelo materialismo histórico); no melhor dos casos, elas poderão ser compensadas e reparadas, quando a revolução permita às vítimas do progresso, ou aos seus descendentes, tomarem o controle dessas forças (pág. 163)”.

Pode parecer assim que o desenvolvimento das forças produtivas poderia ser justificado retrospectivamente em caso de produzir-se a revolução proletária. O fato de um movimento histórico ter sido ou não progressista dependeria, então, de seu desenlace, algo que é em si mesmo contingente. Dito de outra maneira, como Löwy mesmo escreveu em um de seus textos:

“(…)é impossível pronunciar-se, a priori, sobre o caráter “progressivo” ou “regressivo” do desenvolvimento capitalista das forças produtivas.”[2]

Sem dúvida, estas considerações relativizam e debilitam o conceito do progresso histórico dos marxistas fatalistas da Segunda Internacional. Contudo, Löwy se equivoca quando supõe que a minha proposição de que o desenvolvimento capitalista das forças produtivas:

“(…) é positivo enquanto permite potencialmente o ‘bem-estar humano’ estaria ‘perigosamente próximo a uma forma de teleologia hegeliana na qual a meta (inelutável) explica e justifica o curso da história’.”

Em primeiro lugar, a revolução socialista não é o objetivo da história, nem sequer o comunismo. Para Marx a superação do capitalismo marcaria o fim da “pré-história da sociedade humana”. Em outros termos, tornaria possível o desenvolvimento de uma sociedade sem classes, na qual os seres humanos poderiam realizar livremente suas capacidades, abrindo então a porta a horizontes de mudanças ilimitados.

Em segundo lugar, posto que a revolução não é inelutável, tampouco o comunismo pode sê-lo.

E em terceiro lugar, se a vitória do socialismo viesse a justificar o processo histórico que a precede, seria uma justificação ética e não uma explicação causal. Os mecanismos responsáveis pela transformação social – as contradições estruturais entre as forças produtivas e as relações de produção, a luta de classes – não são assimiláveis aos resultados não positivos dessas contradições. Ainda que estejam relacionadas, a explicação causal e a valoração ética são noções distintas.

Löwy esquematizou a tradição marxista em duas posições:

“(…)uma dialética hegeliana, teleológica e fechada, tendencialmente eurocêntrica (e) outra dialética do progresso crítica, não teleológica e fundamentalmente aberta.”[3]

Existe um perigo real de que semelhante apresentação das coisas só conduza a uma escolha equivocada entre o fatalismo da Segunda Internacional, e uma concepção subjetivista de “revolução contra o progresso” (para retomar uma das formulações do próprio Löwy).

O efeito de semelhante problemática é pensar a história como uma catástrofe pontuada de revoluções heróicas ocasionais, em lugar de “(…)pensar a história simultaneamente enquanto progresso e catástrofe”, como tentei fazer em Teorias e Narrativas. Não fazê-lo seria perder a força dialética do Manifesto Comunista, tão bem captada pelo marxista americano Frederic Jameson quando descreve

“(…)uma forma de pensamento capaz de apreender ao mesmo tempo os traços evidentemente sinistros do capitalismo e seu dinamismo extraordinário e libertador, sem atenuar a força de cada um de seus juízos.”[4]

Alguns dos elementos libertadores do capitalismo não são apenas potencialidade, mas estão na verdade indissoluvelmente ligados aos “traços sinistros”. Assim ocorre com a industrialização do terceiro mundo, um processo de imensa destruição nos terrenos ecológico e social, mas que ao mesmo tempo implica um crescimento enorme do tamanho e do peso sócio-econômico da classe operária em seu conjunto. É impossível compreender (com todos os seus limites e contradições) as transições democráticas que ocorreram, por exemplo, na África do Sul, no Brasil, ou na Coréia do Sul, sem integrar o desenvolvimento de movimentos operários novos e militantes que já não podiam ser contidos nas velhas estruturas políticas autoritárias. As recentes lutas dos trabalhadores sul-coreanos não são menos importantes para demonstrar a força objetiva desse proletariado mundial em expansão.

Em outros termos, o desenvolvimento capitalista cria forças efetivas capazes de progresso aqui e agora, e não apenas amplia o potencial de uma libertação futura. Este elemento é central no conjunto da teoria de Marx, para quem o capitalismo cria no proletariado uma classe que envilece e explora, mas que tem a capacidade, a curto prazo, de obter reformas e, a longo prazo, de ultrapassá-lo e construir o comunismo.

A tendência de Löwy a seguir a Benjamin em sua visão da história como sucessão de catástrofes o conduz a destacar, no texto já citado e em outros, movimentos como o dos zapatistas do México que se caracterizam hoje por sua incapacidade em vincular-se às lutas que se desenvolveram contra a enorme ofensiva capitalista que representou o colapso do peso.

Leon Trotsky escreveu em 1937, no umbral das horas mais sombrias do século:

“A história deve ser tomada tal qual é; e quando ela se permite escândalos tão extraordinários e repugnantes, devemos combatê-la a socos.”

A visão geral do progresso de Löwy está em linha com este magnífico desafio. Mas a posição revolucionária diante da história deve ir mais além. Exige uma compreensão dos processos objetivos que tornam possível a vitória (possível e não inelutável).

Ademais, é muito fácil resvalar de uma posição que se limita a um desafio puramente subjetivo a um fatalismo, quer dizer, a crença em um desenvolvimento das forças produtivas que garantiria a vitória – Trotsky mesmo oscilou dessa maneira, em particular no Programa de Transição. Devemos, pois, como defendeu Jameson, combinar os elementos de rechaço subjetivo do capitalismo e de análise objetiva, sem perder de vista nenhum de os costados. É particularmente importante manter esta posição em um momento onde os pós-modernistas nos incitam a abandonar o grande “metadiscurso” revolucionário de emancipação e de libertação em troca de uma visão da história como um puro caos desprovido de sentido. A incapacidade de manter com firmeza esta posição nos conduziria muito facilmente a erros políticos.

(*)Alex Callinicos é um destacado intelectual marxista, dirigente do Socialist Workers Party de Grã Bretanha, membro do Comitê Editor da revista International Socialism e correspondente britânico da revista Atuel Marx. Nasceu em Zimbabwe em 1950. Profesor na Universidad de York desde 1981. É autor de varios livros: Is There a Future for Marxism?, Marxism and Philosophy, The Revolutionary Ideas of Karl Marx, Making History, Against Postmodernism,a Marxist critique (1989), The Revenge of History (Marxism and the East European revolutions) (1991), Socialists in the trade unions (1995), entre outros.
Michael Löwy é um intelectual marxista residente na Françaa e pertence ao Secretariado Unificado da Quarta Internacional. Nasceu no Brasil em 1938. Foi professor universitário em diversas cidades como Jerusalém, Manchester, México, Havana, São Paulo e Paris, onde vive desde 1969. Entre suas obras podem ser mencionadas: A teoria da revolução no jovem Marx, Dialética e Revolução, O pensamento de Che Guevara, Para uma sociologia dos intelectuais revolucionários: a evolução política de Lukács (todas editadas em castelhano por Siglo XXI). Recentemente foi publicado na Argentina Redenção e Uttopia. El judaísmo libertario en Europa central. Un estudio de afinidad Electiva. (Buenos Aires: El Cielo por Asalto, 1997).
[1] Alex Callinicos, Theories and narratives: Reflections on the philosophy of history, Cambridge, Polity Press, 1995, 252 páginas.
[2] Michael Löwy, A dialética marxista do progresso e o desafio atual de os movimentos socia1es, em Congrés Marx International, pag. 201.
[3].Idem, Dialetique du Progrès, pag. 199-201.
[4] Frederic Jameson, Postmodernism, pag. 47.

Anúncios
Esse post foi publicado em Socialismo e marcado , , , , , . Guardar link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s